Ao pensarmos em meditação a primeira imagem que nos vêm à cabeça provavelmente é a de antigas tradições orientais. Mas a prática é cada vez mais comum em diferentes grupos de pessoas, sobretudo nos grandes centros urbanos, que encontram no ato de meditar benefícios variados, entre eles o controle do estresse e da ansiedade tão presentes em nosso dia a dia.

Diante das muitas definições e correntes que envolvem a prática, podemos dizer que a meditação é uma técnica que busca usar melhor a mente para viver o aqui e agora e, por meio do silêncio, da respiração e da concentração, conectar cada um a sua essência e promover a plena consciência.

Os estudos mostram, cada vez mais, os benefícios da meditação. De acordo com o monge budista Segyu Choepel Rinpoche, em entrevista para o jornal Folha de São Paulo, “se você tem mais harmonia, você tem mais saúde. Hoje a meditação está sendo usada para diminuir o colesterol, melhorar a pressão alta ou o sistema imunológico. Nós não somos um corpo. O corpo é o veículo da mente. Melhore a qualidade da sua mente e você terá mente e corpo plenos”.

Em tempos de isolamento social, não há dúvidas de que a prática pode servir como um importante ponto de equilíbrio. Mas é possível se iniciar no assunto sem o apoio de um instrutor? Especialistas e praticantes acreditam que sim, bastando seguir algumas orientações.

O lugar e o tempo

É bem importante os praticantes escolherem um lugar tranquilo, sem muito ruído, onde poderão realizar a meditação sem distrações. Sobre o tempo, é possível iniciar aos poucos, meditando cerca de 5 minutos, uma ou duas vezes ao dia. O importante é manter a frequência e que a evolução seja gradual.

Postura

Muitos especialistas recomendam a posição de lótus, em que é necessário manter a coluna reta e as pernas cruzadas. Mas também é possível outras posições em que se sinta confortável, desde que a coluna fique ereta, como sentar-se em uma cadeira com os pés apoiados no chão e as mãos no colo. Manter os olhos fechados é importante para que não haja distrações.

Respiração

Concentrar-se na respiração é um dos pontos-chave da meditação. A respiração deve ser feita sempre pelo nariz, e não pela boca. De acordo com a psicóloga Claudia Faria, em artigo publicado no site Tua Saúde, “deve ser feita uma inspiração profunda, puxando o ar utilizando a barriga e o tórax, e uma expiração lenta e prazerosa. O controle da respiração pode não ser fácil no começo, o que acontece com a prática, mas é importante que seja confortável e sem forçar, para que não se torne um momento desagradável. Um exercício que pode ser feito é contar até 4 na inspiração, e repetir esse tempo para a expiração.”

No que devo pensar?

A proposta da meditação é justamente não criar conteúdos mentais. Mas, para isso, é preciso se concentrar em algo como um mantra, uma imagem, uma melodia e até na própria respiração. A ideia é evitar os pensamentos. No entanto, é natural que surjam. De acordo com Faria “não se deve brigar com eles, e sim deixá-los vir e depois partir. Com o tempo e a prática, se torna mais fácil se concentrar melhor e evitar os pensamentos”.

 

Fontes:

Catraca Livre – “Como começar a meditar e acalmar sua mente” – 28 mar. 2019

Tua Saúde – “Cinco passos para meditar sozinho corretamente”

Folha de São Paulo – “Meditação é simples mas relógio, celular e nós mesmos somos os inimigos´, diz monge Choepel Ripoche” – 19 nov. 2019

Fonte da imagem: http://revistamedicinaintegrativa.com/meditacao-e-credibilidade-parte-final/

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